[Quark] Eu lavo e você enxuga!

QuarkXpress 7 oferece recursos de trabalho em equipe que podem melhorar a produtividade.

Você lava e eu enxugo. Essa é a melhor máxima que conheço do trabalho em equipe, mas esse tipo produtivo de prática era uma coisa proibida para quem usava os softs de produção de página. Tanto o Indesign quanto o Quark e o PageMaker sofrem desse mal, o fluxo de trabalho centralizado naquele que faz a diagramação.
Normalmente o diagramador é uma pessoa atormentada pela equipe inteira. Caso a publicação tenha publicidades o aperreio é duplicado. Para grandes peças editoriais existem soluções interessantes como o Incopy da Adobe, que trabalha paralelo ao Indesig e pode gerenciar magnificamente centenas de pessoas nas mais diversas tarefas como jornalistas, revisores e ilustradores. Mas o Incopy é grande, caro, difícil de implementar e aprender, sendo mais indicado para empresas maiores.
As estruturas menores, como uma pequena revista ou uma agência, estavam sem nenhuma solução. Foi justamente para esse tipo de demanda que a Quark lançou na versão 7 do QuakXpress o recurso “Áreas de Composição”. É uma forma simples e eficiente de descentralizar o trabalho de diagramação. Uma revista pode ser dividida em diversas “áreas” como as propagandas, as ilustrações e a parte editorial, com o jornalista editando seu texto diretamente no Quark. Para o diagramador restou a tarefa de conceber as áreas, coordenar e fechar os arquivos. Isso sim é um trabalho de equipe.
A coisa pode funcionar assim: Cada área de composição, uma parte do leiaute ou um simples elemento como uma coluna de texto ou um box de imagem, pode ser separada como um arquivo independente que fica linkada a versão principal. A cada 30 segundo a versão principal verifica se houve alguma modificação nos arquivos das áreas e atualiza as informações. Somente o diagramador principal pode editar o trabalho de todas as áreas. Cada membro da equipe trabalha com seu pedaço como se fosse uma composição independente. Assim é possível proteger os elementos principais das páginas, que fazem parte do projeto gráfico ou da diagramação, e dividir o trabalho com a equipe sem medo de um mexer no trabalho do outro.
A Quark oferece em seu site uma apresentação bem simples do recurso (e de outros). Você deve conferir. É necessário fazer um cadastro simples.

AQUI! - Centro de treinamento da Quark

[Quark] Quark apresenta 7000 razões

A Quark finalmente descobriu o ponto fraco da Adobe, o foco no cliente de web.

A Adobe, depois da unificação com a Macromedia, mudou seu foco de atuação para o cliente web, ou seja, aquele que desenvolve soluções para a internet, deixando o cliente tradicional de produção gráfica desamparado. A Quark notou a falha e está desenvolvendo uma campanha de marketing para aproximar o cliente de produção gráfica dos seus produtos.
Na campanha a empresa mostra que possui uma grande rede de desenvolvedores autônomos de xtensions (plugins da Quark) e que podem oferecer soluções para qualquer problema que envolva papel e tinta, desde treinamentos até soluções complexas para grandes gráficas.
No meu entender ela está no rumo certo. Conseguiu segurar o Indesign, desenvolveu uma versão do QuarkXpress com inovações significativas e tende, se tudo correr bem, a recuperar o espaço perdido para a Adobe nos últimos dez anos que esteve num estado de letargia e êxtase.
A campanha segue a onda do momento, de elencar razões para conquistar o cliente, parecida à feita pelo Bradesco. Faça uma visita ao site da Quark e tente analisar com seriedade dar uma chance ao Xpress.

Aqui!!! QUARK.

[APPLE] Sinal do fim do mundo

Apple "esquece" de avisar que o Iphone é incompatível com qualquer Windows 64 bits, seja XP ou Vista.

Nunca se viu um ataque de histerismo com um novo produto como esse. Nunca vi tanta futilidade e comportamento de "Maria vai com as outras" como com o lançamento do iPhone. Especialmente com um produto sem nenhuma novidade. Tudo que o Iphone faz já estava presente em outros produtos de forma mais eficiente. O Treo 750 da Palm, por exemplo, é muito mais funcional no conjunto sem falar de ser mais barato e bonito. Mas, infelizmente, não é possível comparar os dois equipamentos pois o Iphone não é um "Palm" com o OS da Apple e sim um Ipod turbinado com telefone e Internet.
Eu não gosto de celular, nunca vi beleza nos Ipods, mas amo meu Palm. Sou um dinossauro nesse assunto, tenho o mesmo Palm III há mais de 5 anos! E já comprei usado. Gosto da internet na telona, trabalho em dois monitores (isso mesmo, instalei o segundo essa semana) e adoro abrir diversas telas ao mesmo tempo.
A conclusão é que a Apple pode esperar sentada pelo meu rico dinheirinho.
Só pra concluir. Aquele teclado virtual é uma porcaria. Qualquer pessoa que já usou um Palm de verdade (como eu) sabe disso. A Palm tem knowhow nesse negócio. Imaginem um correio eletrônico de 1.800 toques escrito à dois toques por segundo!
Usar o dedo como mecanismo apontador, em substituição ao mouse, é uma porcaria. É como escrever em um caderninho com um gizão de cera. Quem tem notebook carrega um mouse para não usar o dedo.

Mas o post é só pra dizer que a Apple esqueceu de escrever na caixinha o seguinte:

“Iphone needs Itunes to connect PC, but iTunes is currently not supported in Windows XP Professional x64 Edition or any 64-bit edition of Windows Vista.”

Rarará!

É ruim!

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PS. Estivemos "fora do ar" por uns dias pelo acúmulo de tarefas e falta de assunto, pedimos desculpas aos nossos leitores.

[PRELO] Quem faz o prelo?

Quem faz o Prelo é Cláudio Cabral, 43, recifense, publicitário e produtor gráfico pelo mais autêntico amor a profissão.
No Prelo Digital você irá encontrar sempre informações que interessam a produtores gráficos, designs, artistas diagramadores, diretores de arte e outros etcéteras. Não publicamos coisas que podem ser encontradas em outros locais e nem estamos querendo só prender a sua atenção, nada disso, aqui se debate coisas sérias e interessantes.
Nesse novo momento estaremos publicando livros digitais, ebooks, sobre assuntos do interesse humanístico.

Visite meu perfil no Orkut:

CLÁUDIO CABRAL

[ADEUS FREEHAND] Uma visão arrogante

A visão que a Adobe faz dos usuários do FreeHand é péssima, de uma arrogância típica do monopólio. Na entrevista de Mordy Golding ele dá conselhos aos usuários do FreeHand que queiram migrar para o Illustrator que resumem bem essa arrogância.

Perguntado qual seria o comportamento mais construtivo que o usuário do FreeHand deveria ter ao migrar para o Illustrator ele responde com as seguintes pérolas:

1. Não tente fazer o Illustrator criar múltiplas páginas.
Ou seja, não tente forçar a barra com um recurso maravilhoso que o FreeHand tinha e o soft que você está migrando, supostamente superior, não dispõe. O mais hilário é que o próprio Mordy Golding tem um tutorial na comunidade de ajuda aos usuários do FreeHand da Adobe ensinando justamente isso, simular mútiplas páginas no Illustrator. Rarará!

2. Não se lamente pelo fato FreeHand ter todos os controles num único painel e o Illustrator não.
Ou seja, aprenda que o Illustrator tem os controles espalhados em dezenas de paineis. Se isso dificultar o aprendizado, poluir a área de trabalho ou reduz a produtividade não é problema da Adobe. Você deve ser um usuário resignado pois a Adobe sabe o que é melhor para você. Seja um bom cabrito.
O mais interessante é que quando a Adobe precisou capturar os usuários do QuarkXPress criaou um soft, o Indesign, que comportava-se "exatamente" como o Quark.

3. Um trabalhinho a mais não mata ninguém
Esse é o mais interessante e eu vou citar entre aspas pois achei hilário: "Se você der alguns passos extras aqui ou lá, eu garanto que para algumas outras características ou funções podem ser feitas em menos passos em Illustrator.", Ou seja, esteja preparado para trabalhar mais pelo resto de sua vida. Ele de fato admite que o FreeHand é mais eficiente mas conclama os usuários a não darem bola para isso e tentarem criar suas próprias técnicas que com o tempo "Sim, agora seu trabalho levará 5 vezes mais tempo para ficar pronto. Mas os próximos levarão 4 vezes mais, etc".
É razoável imaginar que ficando 2 vezes mais lento (ou o FreeHand 2 vezes mais rápido) já será um número razoável para a Adobe.
Com uma declaração dessas é possível abrir um processo contra a Adobe pedindo indenização por lucro cessante, pela baixa de produtividade causada pela mudança forçada. É sério!!!

4. Novas características para agradar aos usuários do FreeHand
  • Habilidade para abrir arquvos do FreeHand MX, 10 e 9 (Mais ou menos, veja a imagem acima do filtro e comprove);
  • Facilidade para editar máscaras, inclusive com um novo botão;
  • Novo painel de preferências dedicado a comportamento de ferramenta de seleção e bezier;
  • Função alinhe trabalham em pontos de âncora individuais; (Alelúia!!!)
  • Criação e edição mais fácil de símbolo (semelhante ao FreeHand e ao Flash);
  • Habilidade para nomear novas cores automaticamente em um documento e os sadicionar como swatches definidos.(Alelúia!!!);
Ainda bem que os usuários do Illustrator tiveram o privilégio de verem bons recursos serem adicionados ou melhorados por conta da necessidade de capturar os usuários do FreeHand.

Para quem acha que estou brincando visite AQUI!!!


[ADOBE] Até que enfim a ficha caiu!!!!

Adobe planeja colocar múltiplas páginas na versão CS4 do Illustrator.

Parece piada, mas é verdade. Finalmente a Adobe resolveu reconhecer que o Illustrator deveria avançar mais um pouco e vai colocar múltiplas páginas na versão CS4. Eu só acredito vendo.
Não existe nenhuma razão para o soft não ter esse recurso. Segundo uma fonte da Adobe citada por Mordy Golding numa entrevista semana passada, o problema é não criar uma versão instável do Illustrator ou incompatível com as versões anteriores.
Para os que não sabem o primeiro soft de ilustração vetorial a inovar com múltiplas páginas foi o Aldus Freehand 4, no já longínquo 1994!!!

[ADOBE] O Illustrator está ultrapassado.

Adobe tem consciência que o Illustrator é um soft que precisa de uma grande reforma.

Eu sempre me questionei o motivo pelo qual a Adobe mantém o Illustrator inalterado por tanto tempo. Essa sempre foi uma grande charada para mim. O Illustrator é claramente um soft conceitualmente ultrapassado. Ele tem muitos recursos, mas a forma de fazer as ilustrações é antiga. Como nessa bicicleta aí do lado as rodas podem ser lindas mas ainda é necessário pedalar. Esse mal também é compartilhado pelo CorelDraw.
Fazendo uma análise comparativa com o editor de texto da Microsoft, o Word, vamos ver que a empresa está atenta ao envelhecimento conceitual e reinvetou todo o pacote Office nessa versão 2007. Mas a Adobe mantém o Illustraor intocado desde a versão 7 , ou seja, há mais de 10 anos que o Illustrator é exatamente o mesmo.
Recentemente, lendo uma entrevista dada pelo ilustrador e blogueiro Mordy Golding, descobri as razões: Monopólio e economia.
Justamente isso, a Adobe tem completo conhecimento e consciência que o Illustrator é um soft ultrapassado, mas resiste em "reinventa-lo" por ser um investimento elevado, preferindo retocar o velho código e contratar advogados para impedir que outros softs tornem-se concorrentes exercendo seu monopólio sobre o padrão usado pela indústria gráfica: O PostScript e o PDF.
Para Mordy Golding a Adobe matou o FreeHand a mando dos advogados, para não entregar preciosas patentes a um possível concorrente que, a médio prazo, poderia forçar a Adobe a investir numa "reciclagem" do Illustrator. Sabe-se que o FreeHand detinha 14% do mercado, já descontadas cópias vendidas no pacote da Macromedia que não eram usadas.
Foi até cogitado pelo pessoal da Adobe matar ambos os programas, o FreeHand e o Illustrator, e criar um novo programa, que incorporasse as melhores características de ambos. Mas a idéias foi abortada pelo departamento de marketing que afirmou que não faria sentido "matar" um produto que já era líder do mercado. Após essa decisão veio a notícia que a Microsoft estava planejando uma nova e matadora versão do Expression, ou seja, uma notícia contrária a política já em curso o que causou um corre-corre danado na Adobe (leia esse post AQUI!!).
Caso a Microsft resolva investir no Expression, e ela tem dinheiro para isso, obrigará a Adobe a também fazer o mesmo criando um ciclo de gastos que reduziria o lucro.
Durante a semana farei alguns outros comentários sobre a maravilhosa entrevista de Mordy Golding.