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[DEBATE] Soterrado pelas fotos digitais

Como é feito o arquivamento de dados digitais na empresa que você trabalha? Se você respondeu que ela tem tudo devidamente catalogado, protegido e acessível, acredite, você é um felizardo. A grande maioria das empresas ainda não adotaram uma estratégia de gerenciamento dos seus arquivos digitais e os problemas tendem a crescer descontroladamente.
Todos os dias produzimos arquivos digitais em maior quantidade e maiores. Veja meu exemplo, eu guardo tudo que faço, tudo mesmo, cada leiaute aprovado ou rejeito pelo cliente e cada etapa intermediária de uma peça que não foi aprovada está devidamente guardada numa mídia. Faço isso há quase 10 anos.
Quando vou analisar o volume de dados vejo que todo o ano de 1998 está contido em três CDs, ou seja, durante o ano eu produzi pouco mais de 2 gigas. Já o ano de 2006 espreme-se em 12 DVDs, isto é, um crescimento de 28 vezes em oito anos.
No meu caso a principal responsável por esse crescimento exponencial foi a fotografia digital. Não que ela seja a única responsável, nada disso, mas é com certeza a maior vilã. De 98 eu tenho uma caixa cheia de fotos, cromos e slides. Pouca coisa foi guardada no formato digital. Era comum naquele tempo só guardar os arquivo de imagens finais pois os HDs não suportavam muita ousadia. De 2006 eu não tenho nem sequer uma única foto no papel ou filme. São milhares de fotos digitais que não foram usadas e possivelmente nunca serão, mas estão devidamente guardadas e catalogadas.
Outro problema é o caos criado pelos milhares de arquivos sem nenhuma pista do seu conteúdo. Máquinas digitais criam arquivos com o sugestivo nome de "IMG_1322.jpg" que serão guardadas por você numa pasta com o maravilhoso nome "HOJE PELA TARDE", ou seja, o verdadeiro inferno de Dante para quem for fazer uma procura daqui a 60 dias (imagine 60 anos!).
Para fotógrafos e quem trabalha com vídeo o problema torna-se dramático. Os fotógrafos querem colocar seus acervos para consulta, mas o caos impede e quem trabalha com vídeo necessita se desfazer de peças importantes por falta de espaço ou desorganização.
Eu acho que uma empresa que pensa num futuro sem problemas deve começar desde já a planejar uma estratégia de gerenciamento de arquivos digitais que inclui o uso de softs que organizam o acervo e a mudança de hábitos dos seus funcionários.
Eu pessoalmente uso em meu pequeno acervo o soft Broken Cross Disk Manager, mas sinto falta de um pequeno preview das imagens e dos outros arquivos gráficos. Este soft grava num banco de dados as informações da tabela de alocação e do conteúdo de arquivos compactados das mídias que você usou. É simples de usar, muito eficiente e gratuito para arquivos com até 30 CDs/DVDs por vez.
Veja a página dele AQUI!
E você? Qual a solução adotada onde você trabalha?

[DEBATE] A revolução do Expression

Em 1995 um dos softs que fazia um enorme sucesso entre artistas era o Painter 3 da Fractal Design. Era um soft muito a frente do seu tempo, pois usava os computadores da época de uma forma que só seria realmente possível muitos anos depois. Nesse tempo poucas pessoas se atreveriam a aventurar uma pintura decente no Photoshop 3 e o Painter reinava quase sozinho no mundo da ilustração com imagens rasterizadas.
A Fractal era uma empresa de muitos sucessos e arrojada nas iniciativas. Foi a criadora do Poser um soft 3D que tinha a figura humana como objeto e de muitos outros softs que hoje estão pulverizados em diversas empresas como a Corel.
Mas a maior e mais arrojada criação da Fractal foi sem nenhuma dúvida o Expression. Na propaganda de lançamento do produto o título era: “Bem vindo a Revolução”. Todas as palavras usadas pelo marketing da Fractal eram grandiosas; “O revolucionário”, “Aquele que vai mudar o seu jeito de pensar”, etc, e acreditem no que esse blogueiro vos diz, era tudo absolutamente verdadeiro.
O Expression era totalmente sensacional. Ele fazia quase tudo que o Painter conseguia fazer, com a metade dos recursos de máquina e absolutamente vetorial. O Expression era um soft vetorial idêntico ao CorelDraw ou ao Illustrator, sendo que avançava no conceito de vetor dando a vida da pincelada às linhas. Era realmente uma revolução, não só nos conceitos de como ilustrar, mas de como programar e interagir com o usuário.
Qualquer pessoa minimamente hábil que usasse o Expression ficava maravilhada. Era um soft elegante, sofisticado, delicado, mas que mantinha o link com a forma antiga de pintar e ilustrar com o pincel. Era o estado da arte do mundo vetorial.
Então começou a acontecer o inesperado. Os usuários não entenderam a nova abordagem do programa. Seus melhores recursos precisavam de uma aprendizagem longa, da formação de novos hábitos em pessoas engessadas pelo uso de softs mais técnicos como o Illustrator. Os artistas também não responderam ao chamado e preferiram continuar usando o Painter, já sedimentado no setor.
A Fractal precisava de uma grande campanha de marketing para incentivar o uso do soft. Infelizmente a empresa não tinha os recursos para bancar essa aventura e terminou desaparecendo depois de uma longa história de incorporações.
Com a morte da Fractal o Expression vagou pelo limbo. Foi lançada a versão 2 pela Metacriations e a versão 3 pela desconhecida Creature House.
Mas a Adobe e a Corel não perderam tempo e incorporaram muito dos recursos lançados pelo Expression aos seus programas.
Há algum tempo atrás a Microsoft comprou a Creature House e iniciou o seu processo de criação de uma base de softs para os profissionais de criação. Mas isso já é outro post.